terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jesus também foi uma criança refugiada

Intervenção do Papa no Ângelus de hoje

CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, as palavras do Papa Bento XVI durante a oração do Ângelus de hoje com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs:

No domingo de hoje se celebra o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. A presença da Igreja ao lado dessas pessoas foi constante no tempo, alcançando objetivos singulares no começo do século passado: basta pensar nas figuras do bispo beato Giovanni Battista Scalabrini e de Santa Francesca Cabrini. Na mensagem enviada para a ocasião, chamei a atenção sobre os migrantes e refugiados menores de idade. Jesus Cristo, que, ainda recém-nascido, viveu a dramática experiência do refugiado devido às ameaças de Herodes, ensina seus discípulos a acolherem as crianças com grande respeito e amor. Também a criança, seja qual for sua nacionalidade ou a cor da sua pele, deve ser considerada antes de tudo e sempre como pessoa, imagem de Deus, e deve ser protegida e tutelada contra todo tipo de marginalização e exploração. Em particular, é necessário colocar todo cuidado para que os menores que estão morando em um país estrangeiro tenham garantias no âmbito legislativo e sejam sobretudo acompanhados nos inúmeros problemas que devem enfrentar. Enquanto animo vivamente as comunidades cristãs e os organismos que trabalham no serviço aos menores migrantes e refugiados, exorto todos a manterem viva a sensibilidade educativa e cultural com relação a eles, segundo o autêntico espírito evangélico.

Hoje à tarde, quase 24 anos depois da histórica visita do venerável João Paulo II, irei à grande sinagoga de Roma, chamada de Templo Maior, para encontrar a comunidade judaica da cidade e abrir uma nova etapa no caminho da concórdia e da amizade entre católicos e judeus.

De fato, apesar dos problemas e dificuldades, entre os crentes das duas religiões se respira um clima de grande respeito e diálogo, testificando o quanto esta relação amadureceu e o empenho comum de valorizar o que nos une: a fé no único Deus, antes de tudo, mas também a tutela da vida e da família, a aspiração à justiça social e à paz.

Recordo, finalmente, que amanhã começará a tradicional Semana de Oração pela Unidade dos cristãos. Todos os anos, para os que creem em Cristo, ela constitui um tempo propício para reavivar o espírito ecumênico, para encontrar-se, conhecer-se, rezar e refletir juntos. O tema bíblico, retirado do Evangelho de São Lucas, recolhe as palavras de Jesus Cristo ressuscitado aos apóstolos: “Vós sois as testemunhas destas coisas” (Lc 24, 48). Nosso caminho do Evangelho de Cristo será mais crível quanto mais estivermos unidos em seu amor, como verdadeiros irmãos. Portanto, convido as paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos eclesiais a rezarem incessantemente, de modo particular durante as Celebrações Eucarísticas, pela plena unidade dos cristãos.

Confiamos estas três intenções – nossos irmãos migrantes e refugiados, o diálogo religioso com os judeus e a unidade dos cristãos – à maternal intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja.

Fonte: http://www.zenit.org/article-23821?l=portuguese

Um comentário:

Fernanda disse...

Tá muito bom esses textos e ficaram bem melhor postados por aqui!
tem q divulgar mais o blog neeh?!
beijos a todos!